
Um pouco sobre mim...
Vamos lá...
Quando vou falar sobre mim, costumo dizer que sou uma "metamorfose ambulante". Acho que faz sentido, porque já passei por muitas fases. Enfim... algo esperado para quem nasceu nessa capital maravilhosa.
Aliás, falando em origem, a minha diz muito sobre quem eu sou. Minha família é do Piauí, eu e meus irmãos nascemos em São Paulo, porém crescemos em Brasília. Sou uma mistura de cidades, culturas e pessoas. Acho que isso explica muita coisa.
Nem sempre fui um garoto comportado ou certinho. Na verdade, a única certeza que eu tinha era que eu era diferente. Mesmo sem entender muito bem o porquê, sempre segui meu instinto e minha criatividade. Se você entendeu isso, já conhece uns 80% da minha personalidade.
Em 2018, ainda no ensino médio, comecei a prestar mais atenção nas coisas ao meu redor. Passei a fotografar com o celular e publicar tudo no Instagram. Talvez porque eu estivesse vivendo uma fase meio esquisita da vida, tentava ser "cult", ser "conceitual" e até as músicas precisavam combinar com essa estética. Enfim... essa fase passou, mas a paixão pela fotografia, não. Ela só cresceu. Foi aí que comecei a fazer alguns trabalhos para amigos e familiares, já com vontade de transformar aquilo em profissão.
Quando o ensino médio acabou, eu tinha colocado na cabeça que queria seguir uma carreira científica. Queria fazer Biologia. "Por quê?" Não faço ideia.
Ainda bem que percebi a tempo que aquilo não tinha muito a ver comigo. No fundo, o que eu queria mesmo era aprender a me comunicar com as pessoas. Queria ser ouvido. Queria ser visto. Foi aí que apareceu o Jornalismo.
Na época, não era exatamente o curso dos meus sonhos. Mas era comunicação e, na minha cabeça, jornalista sempre andava com uma câmera fotográfica pendurada no pescoço. No fim das contas, eu nem estava tão errado. Foi durante a faculdade que descobri que o jornalismo vai muito além de repórteres e redações.
Lá, me apaixonei por documentários, telejornalismo e, naturalmente, fui me aproximando do audiovisual. Mas uma pergunta começou a me acompanhar: como continuar sendo diferente em uma área onde tudo parece tão parecido? Como criar algo que permaneça na memória das pessoas em um mundo onde quase tudo é consumido, esquecido e substituído em questão de segundos? Enquanto tentava responder essas perguntas, também respondia à minha própria insegurança de ter escolhido o curso certo.
Percebi que eu queria muito mais do que informar. Queria criar algo que realmente fizesse sentido para quem estivesse do outro lado. Transformar informação em algo relevante, sem abrir mão da beleza, da minha identidade visual e da forma como cada história é contada.
Hoje trabalho justamente tentando unir tudo isso e o resultado você pode conferir neste portfólio!
Ainda estou longe de onde quero chegar profissionalmente, mas sigo criando, aprendendo e me aproximando, um passo de cada vez, do meu maior objetivo: viver do que amo e produzir coisas que, de alguma forma, façam diferença na vida de alguém.
